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Se a educação brasileira vem ganhando mais atenção nas últimas décadas, com maiores investimentos públicos e privados e importantes conquistas, como a universalização do ensino, o segundo segmento do ensino fundamental (6º ao 9º ano) não tem recebido a merecida atenção: raramente é foco de políticas específicas, investimentos privados ou mesmo pesquisas acadêmicas. Com o intuito de chamar a atenção para essa etapa esquecida, o Instituto Desiderata está disponibilizando em seu site os principais dados divulgados por diferentes fontes, a respeito do segundo segmento na cidade do Rio de Janeiro. Uma versão impressa em folder foi lançada durante o evento organizado pelo Desiderata que reuniu dirigentes de institutos e fundações durante o congresso Gife na semana passada. Números importantes para serem analisados e entendidos como a brusca queda na taxa de matrícula do 6º para o 7º ano (de 85 mil em 2009 para 67 mil em 2010, segundo dados da SME), a baixa aprendizagem dos conteúdos necessários (12,10% em matemática no 9º ano, segundo o INEP, 2007) e uma alta defasagem idade-série (22,09% no 6º ano, segundo dados da SME, 2009). Beatriz Azeredo, Diretora do Instituto Desiderata, explica que “é fundamental conhecer a realidade da rede municipal do Rio de Janeiro para que possam ser implantadas políticas específicas que garantam a conclusão desta etapa com qualidade”. Complementando a divulgação dos dados quantitativos, o Desiderata divulgará no 2º semestre os resultados da Ação Diagnóstica sobre o Ensino Fundamental 2, que terá início em março em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Instituto Paulo Montenegro, Cedaps e Puc-Rio. O diagnóstico será feito pelos próprios alunos da rede municipal que serão capacitados e trará um conhecimento qualitativo sobre as principais questões do 2º segmento.
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