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Cerca de 30 dirigentes de institutos e fundações estiveram presentes na manhã de quinta-feira para debater os desafios do segundo segmento do Ensino Fundamental no Rio de Janeiro, em evento promovido pelo Instituto Desiderata durante o 6º Congresso Gife de Investimento Social Privado.Beatriz Azeredo, diretora do Desiderata iniciou a conversa chamando atenção para o fato de termos poucas ações, investimentos e conhecimento sistematizado voltado para esse segmento, ressaltando a excelente oportunidade para dar início a um diálogo sobre essas questões. Um folder com os dados sobre o segundo segmento no Rio de Janeiro foi lançado no evento com o intuito de dar visibilidade aos principais indicadores já existentes. Thereza Lobo do Rio Como Vamos, que disponibilizou dados para o folder, colocou que esta parceria ajuda a disseminar as informações sistematizadas pelo Rio Como Vamos e desejou “que o trabalho possa ser uma caixa de ressonância para outros lugares e situações”. Mozart Ramos, do Movimento Todos pela Educação chamou atenção para a alta taxa de abandono no 6º e 9º anos do Ensino Fundamental, impedindo que os alunos dêem continuidade aos estudos. “Temos que olhar essas duas extremidades em termos emergenciais”. O projeto Megafone na Escola, do Instituto Desiderata em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, foi apresentado e um folder explicativo distribuído no encontro. Trata-se de um processo de escuta envolvendo 40 escolas de segundo segmento, onde os próprios alunos serão os pesquisadores e de onde sairão recomendações tanto para as escolas envolvidas, quanto para a rede como um todo. Rafael Parente, subsecretário de Projetos Estratégicos da SME, ressaltou que “o Instituto Desiderata está fazendo um trabalho fundamental de provocar essa discussão que deve começar no Rio, mas se espalhar para todo o Brasil”, enfatizando a importância de se trabalhar a transição do Ensino Fundamental 1 para o Ensino Fundamental 2. A Secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, completou dizendo ser necessário que a escola sintonize com a sociedade de hoje. “Fazer a discussão da educação pública considerando as condições em que essas crianças e jovens vivem. No caso do segundo segmento a escola continua numa lógica diferente desses alunos digitais e não dialoga com essa nova realidade”. Beatriz Cardoso, conselheira do Instituto Desiderata chamou atenção para a importância de o terceiro setor ser capaz de evidenciar problemas, principalmente de um segmento tão pouco olhado. Maria do Carmo Brant, do Cenpec, finalizou a reunião convocando a todos a dar continuidade ao debate para que se encontrem proposições simples que possam ajudar a melhorar essa etapa. |